O que nos passa pela cabeça quando estamos frente a frente com ela? Será que conseguimos pensar?
Sempre ouvi dizer que quando perdemos alguém ou alguma coisa, é que lhe damos o devido valor, mas como podemos dizer isso com ela?
Quando ela chega já não há nada a fazer, acaba tudo, não à arrependimentos nem pedidos de desculpa, simplesmente, é o fim.
Um fim que nem sempre escolhemos, um fim solto no espaço e no tempo.
Um fim contra o qual não podemos lutar.
Truz, truz...
-Quem é?
-Sou eu.
-Eu quem?
-A morte!
Se à alguma coisa da qual não podemos fugir, é da morte.
Ela bate-nos à porta quanto menos esperamos.
À quem espreite pela porta e vê que ela se aproxima, há quem abra logo a porta, e não se aperceba que é o fim.
Não importa nada... o fim chega a todas as portas, sejamos felizes, tristes, ricos, pobres, criminosos ou santos. A vida tem sempre um fim.
Truz, truz...
-Quem é?
-Sou eu.
-Ah, tenho estado há tua espera.
*sem saber o que sentir...


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